segunda-feira, novembro 23, 2009

Campanha de vacinação

Grinçant mais drôle …

http://www.dailymotion.com/video/xaxcrh_la-campagne-de-vaccination-parodie

domingo, novembro 22, 2009

Foto da Semana

Space Shuttle Atlantis looked out over Earth in this image photographed by a NASA crew member Tuesday. The shuttle arrived at the International Space Station Wednesday for a weeklong stay, and the astronauts quickly unloaded a huge platform full of spare parts. (Associated Press/NASA) - The Wall Street Journal.

sábado, novembro 21, 2009

Pensamento do dia

Sabe o que é a Meia Idade?

É a altura da vida em que o trabalho já não dá prazer...

...e o prazer, começa a dar trabalho!

Clara Ferreira Alves - Artigo demolidor

As palavras falam por si...
Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia(que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio derecreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral, muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que,nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve. Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência deLeonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecidas antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos,alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes decolarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa!
Clara Ferreira Alves - "Expresso"
Nota:- Este artigo da CFA faz-me lembrar um filme de humor negro, salvo erro, inglês, cuja cena principal era um comboio a passar por baixo de um viaduto, donde se lançava um homem para a linha, onde era destroçado. A trágica cena repetia-se, sempre com actores diferentes porque todos íam morrendo destroçados, uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes, provocando então uma valente gargalhada dos espectadores.
Assim parece que terá de ser a reacção do nosso público "acrítico, burro e embrutecido": rir-se disto tudo!

terça-feira, novembro 10, 2009

Monsão na Malásia

[Fathil Asri/Agence-France Presse]
«Cows and vehicles remained on a piece of land surrounded by floodwaters in the village of Jeram Perdas, Malaysia. Hundreds of villagers were temporarily evacuated from the area due to flooding at the start of the annual monsoon season.» [The Wall Street Journal]

De O Jumento, com a devida vénia!

segunda-feira, novembro 09, 2009

Tinteiros



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e depois num frasco de tinta

Http://www.jacquielawson.com/viewcard.asp?code=ZS43976949

domingo, novembro 01, 2009

Nascimento de Elefante - Espectacular

Elefante - Parto espetacular . . . O bebê elefante pesa só.... 118kg
Documentário sobre o nascimento de um elefante em Bali, Indonésia - 9 Set 2009
Observe-se o desempenho excepcional da mãe após a expulsão do bebê.
Vc vai gostar de ver ! Assista ao parto.
Para ampliar a tela (tela cheia), clique à direita do vídeo,
no quadradinho preto.
http://www.dumpert.nl/mediabase/656611/d1dfcfee/live_olifant_geboorte_tv

terça-feira, outubro 27, 2009

O Caim de Saramago

Ossada de burro donde Caím extraiu a queixada para matar Abel

Depois do castigo do senhor, Caím vagueou por sítios áridos, como este

Acabou por se juntar a uma "caravana ou récua?" de burros como esta

quarta-feira, outubro 21, 2009

Dois portugueses morrem em tiroteio

"Espanha:
Dois portugueses morreram hoje na sequência de um tiroteio ocorrido perto de um restaurante do Polígono Tecnológico da localidade de Ogíjares, em Granada, sul de Espanha.
O incidente ocorreu por volta das 14h30 locais e, de acordo com a Guarda Civil, as duas vítimas de nacionalidade portuguesa receberam vários tiros, depois de uma violenta discussão.
O presumível autor dos disparos ficou ferido, mas conseguiu sair do local, tendo sido posteriormente detido pela Guarda Civil. As autoridades policiais avançam também que o suspeito, de 30 anos, é natural de Granada e tinha em sua pose três armas de fogo, tendo os disparos sido efectuados com um revólver. "
Nota: é muito importante que se esclareçam as circunstâncias e causas do tiroteio: ajuste de contas de traficantes que não acordaram na distribuição dos lucros? Rivalidades familiares, como muitas vezes acontece?

sexta-feira, outubro 16, 2009

Diz-me onde moras...

Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada.
Por exemplo.
Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios,comprou um andar em Carnaxide.
Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.
Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais.
É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos.
O tamanho e a arquitectura da casa não interessam.
Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, *Bobadela*, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja... ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, na Baixa da Banheira, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...)
Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Picha, Punhete, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na CEE.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?",
Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro?
Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas? É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa. Toda a gente é de outra terra qualquer.
Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa. Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros. Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde),e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"(1), (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).

¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!! "

(Miguel Esteves Cardoso)

terça-feira, outubro 13, 2009

Andar por aí

Nota: Foto captada de O Jumento.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Ser Alentejano


Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que, à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
Portugal nasceu no Norte, mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade; Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras, um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino, depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia, para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que, para o homem comum, fica muito longe, para um alentejano, fica já ali. Para um alentejano, não há longe, nem distância, porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.
D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»
Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.
E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.
Mas, para que uma pessoa se ria de si própria, não basta ser ridícula, porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.
Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as.
E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.
Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?»
Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

Houve mesmo "escutas" em Belém

Nota: foto retirada de O Jumento, com a devida vénia.

sábado, setembro 26, 2009

Cuidado, eles andem por aí

Há ali uma "mãozinha a mais, não há? Ela tem 3 mãos?

quarta-feira, setembro 23, 2009

Dissertando sobre topónimos

Odemira, Odesseixe, Odiáxere, Odeleite, Odivelas e Odiana, porque não?
No séulo XIV, D. Fernando mandou fazer o senso de todas as vilas existente "antre Tejo e Odiana" (sic, vidè José Matoso).
Todos estes topónimos tem como característica comum estarem associados a rios e apresentarem na sua composição o elemento "ODE".
Tenho visto diversas versões para explicar o aparecimento deste elemento, sendo o mais frequente a sua relação com o "Wed", árabe, (leito do rio que, na época seca, serve de caminho).
Não esquecendo o valioso contributo dos árabes para a formação da nossa cultura durante a sua permanência e domínio sobre a Península Ibérica, (cerca de 700 anos, mais do que os colonos europeus permaneceram nas áfricas, índias e américas), certo é que também os povos autóctones deram muita coisa à cultura árabe, até e sobretudo palavras que ainda hoje são foneticamente comuns.
Uma dessas palavras é precisamente, em meu entender, o "WED", que terá sido um enriquecimento para o léxico árabe, levado precisamente da Península e mais concretamente do sul de Portugal, (terra de laranjas, para os árabes).
Os topónimos começados por ODE são anteriores à ocupação árabe e eles são de origem grega: são conhecidos dos arqueólogos os vestígios da presença grega e fenícia, nomeadamente nos sítios próximos da foz de rios e margens dos mesmos. A cultura grega dominou o Mediterrâneo e extravasou por todo o Império Romano nos séculos que se seguiram ao domínio Grego.
O elemento ODE deriva do grego "òdós-ou"(nominativo e genitivo), e significa "caminho".
Os rios foram os "caminhos" que permitiram o acesso ao "interland" habitado por povos que os navegadores gregos e fenícios pretendiam contactar para comerciar os seus produtos.
Em favor do meu argumento invoco este facto: no Andaluz, onde os árabes marcaram presença mais intensa e duradoura, os rios não são "ode", mas sim "gua", (veja-se guadalquivir, guadalete, guadarrama, guadix, guadalupe, etc, e até o nosso "Odiana" tomou o nome de Guadiana, isto é, este grande rio fazia fronteira física e cultural/linguística entre duas regiões distintas, a Tartéssia/Andaluz e Portugal). Sim Portugal, porque este já existia no tempo da ocupação árabe.
Quando for possível decifrar os documentos arqueológicos encontrados na regiões de Almodovar, Sines e Vila do Bispo, certamente far-se-á alguma luz sobre este assunto.
Por isso mesmo Afonso Henriques só é reconhecido como rei de Portugal, depois da célebre e tão maltratada batalha de Ourique. Por isso ele é antes de mais o Conquistador e só depois o Fundador da nacionalidade Portuguesa.
O Portus-Cale é uma balela dos frades do século XVI e XVII, para fazer esquecer a ascendência árabe cujos vestígios foram sumariamente apagados.
Voltando ainda ao "ODE", é muito curiosa a associação que não pode deixar de ser feita às composições poéticas, "Odes de Horácio", (canções às ribeiras/rios/caminhos?), que, por analogia, e contágio terão dado origem no renascimento às canções do Lima de Filinto Elísio e mais tarde inspirado o nosso Bernardim Ribeiro, que cantou o Mondego e o Sado.
Tudo isto tem uma expressão muito concreta no folclore português, nomeadamente alentejano com as canções chamadas ribeiras: "A ribeira quando enche, vai de pedrinha em pedrinha......, dedicada ao Odiana, (Guadiana), e Rio Mira vai cheio e a barca não anda, tenho o meu amor lá da outra banda... dedicada ao Rio Mira e sua barca".
Vale a pena lembrar ainda, por estarem na mesma linha de criação popular, as "Saias", canções típicas do alto alentejo.
Dentro desta linha de raciocínio, podemos concluir que Odemira=canção do Mira, Odesseixe=canção do Seixe, Odiáxere=canção do Áxere, etc...

Inglês não chenófobo, mas muito estúpido

EXCELENTE
Ler devagar (em Português ou em Inglês aportuguesado) para perceber...tá de morrer!!!

Um Inglês a viver em Portugal ia fazendo um esforço para dizer umas coisas em Português. Foi ao supermercado e fez a seguinte lista:
- Pay she
- MacCaron
- My on easy
- All face
- Car need boy (may you kill oh!)
- Spar get
- Her villas
- Key jo (parm soon)
- Cow view floor
- Pee men too
- Better hab
- Lee moon
- Bear in gel
Ao chegar a casa, bateu com a mão na testa e disse:
- Food ace! Is key see me do too much! Put a keep are you!

sábado, setembro 19, 2009

Isto sim é um anúncio

É uma promoção a máquinas de lavar da Siemens, feita por umdistribuidor dinamarquês.
Liguem o som e apreciem....(quem liga ao som ?)..

http://en.sevenload.com/pl/jepQssV/600x377/swf