sexta-feira, janeiro 25, 2013

A Democracia tem destas coisas!!!...


Parece, mas não é "brincadeira"...
Depois das fundações, tínhamos esquecido os observatórios...:
Falta aqui um. Observatório dos observatórios, observados e não observados... por favor criem-no, JÁ!!!!!!

Observatório do medicamentos e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde
Observatório da doença e morbilidade (...se só para a saúde são 3, para a doença 1 é pouco!!!)

Observatório vida
Observatório do ordenamento do território
Observatório do comércio
Observatório da imigração
Observatório para os assuntos da família
Observatório permanente da juventude
Observatório nacional da droga e toxicodependência
Observatório europeu da droga e toxicodependência
Observatório geopolítico das drogas (...mais 3 !!!)
Observatório do ambiente
Observatório das ciências e tecnologias
Observatório do turismo
Observatório para a igualdade de oportunidades
Observatório da imprensa
Observatório das ciências e do ensino superior
Observatório dos estudantes do ensino superior
Observatório da comunicação
Observatório das actividades culturais
Observatório local da Guarda
Observatório de inserção profissional
Observatório do emprego e formação profissional(...???)
Observatório nacional dos recursos humanos
Observatório regional de Leiria (...o que é que esta gente fará ??)
Observatório sub-regional da Batalha (...deve observar o que o de Leiria deveria fazer ??)
Observatório permanente do ensino secundário
Observatório permanente da justiça
Observatório estatístico de Oeiras (...deve ser para observar o SATU !!!)
Observatório da criação de empresas
Observatório do emprego em Portugal (...este é mesmo brincadeira !!!)
Observatório português para o desemprego (...este deve ser para "espiar" o anterior !!!)
Observatório Mcom
Observatório têxtil
Observatório da neologia do português(...importante para os acordos "Brasilaicos-Portuenses" e mudar a Estória deste Brasilogal !!!)
Observatório de segurança
Observatório do desenvolvimento do Alentejo (...este deve ser para criar o tal deserto do Sr. "jamais" !!!)
Observatório de cheias (...lol...lol...)
Observatório das secas (...boa...)
Observatório da sociedade de informação
Observatório da inovação e conhecimento
Observatório da qualidade dos serviços de informação e conhecimento(...mais 3 !!!)
Observatório das regiões em reestruturação
Observatório das artes e tradições
Observatório de festas e património
Observatório dos apoios educativos
Observatório da globalização
Observatório do endividamento dos consumidores(...serão da DECO ??)
Observatório do sul Europeu
Observatório europeu das relações profissionais
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal (...o que é estes fazem ???)
Observatório europeu do racismo e xenofobia
Observatório para as crenças religiosas (...gerido pelo Patriarcado com dinheiros públicos ???)
Observatório dos territórios rurais
Observatório dos mercados agrícolas
Observatório dos mercados rurais (...espectacular)
Observatório virtual da astrofísica
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais (...valha-nos a virgem !!!)
Observatório da segurança rodoviária
Observatório das prisões portuguesas
Observatório nacional dos diabetes
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira (lol...lol...)
Observatório estatístico
Observatório dos tarifários e das telecomunicações(...este não existe !!! é mesmo tacho !!!)
Observatório da natureza
Observatório da qualidade (...de quê??)
Observatório da quantidade (...este deve observar a corrupção descarada)
Observatório da literatura e da literacia
Observatório nacional para o analfabetismo e iliteracia
Observatório da inteligência económica (hé! hé!! hé!!!)
Observatório para a integração de pessoas com deficiência
Observatório da competitividade e qualidade de vida
Observatório nacional das profissões de desporto
Observatório das ciências do 1º ciclo
Observatório das ciências do 2º ciclo (...será que a Troika mandou fechar os do 3º, 4º e 5º ciclos)
Observatório nacional da dança
Observatório da língua portuguesa
Observatório de entradas na vida activa
Observatório europeu do sul
Observatório de biologia e sociedade
Observatório sobre o racismo e intolerância
Observatório permanente das organizações escolares
Observatório médico
Observatório solar e heliosférico
Observatório do sistema de aviação civil (...o que é que esta gente fará ??)
Observatório da cidadania
Observatório da segurança nas profissões
Observatório da comunicação local (...e estes ???)
Observatório jornalismo electrónico e multimédia
Observatório urbano do eixo atlântico (...minha nossa senhora !!!)
Observatório robótico
Observatório permanente da segurança do Porto (...e se cada cidade fosse criado um !!!)
Observatório do fogo (...que raio de observação !!)
Observatório da comunicação (Obercom)
Observatório da qualidade do ar(...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz já isto ???)
Observatório do centro de pensamento de política internacional
Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais (...este é bom !!! com o nosso desenvolvimento aero-espacial !!!)
Observatório europeu das PME
Observatório da restauração
Observatório de Timor Leste
Observatório de reumatologia
Observatório da censura
Observatório do design
Observatório da economia mundial
Observatório do mercado de arroz
Observatório da DGV
Observatório de neologismos do português europeu
Observatório para a educação sexual
Observatório para a reabilitação urbana
Observatório para a gestão de áreas protegidas
Observatório europeu da sismologia (...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz isto também ???)
Observatório nacional das doenças reumáticas
Observatório da caça
Observatório da habitação
Observatório Alzheimer
Observatório magnético de Coimbra



Pergunta: O que é que toda esta gente observa,para além da conta bancária todos os meses?
Tornou o País melhor???

António Campos 
18:56 (há 19 minutos)

quarta-feira, janeiro 16, 2013

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Aproxima-se o Novo Ano - 2013

O número treze é considerado número de azar para as culturas ocidentais. Nós não acreditamos em bruxas, mas "nuetros hermanos dicem que las ai!"
Porém vamos confiantes fazer votos por que o Novo Ano de 2013 seja bom, com saúde, amizade e Paz entre todos os seres humanos: é o que desejo a todos os meus amigos.

terça-feira, novembro 20, 2012

Os irmãos metralhas

Cavaco, com Passos Coelho à sua esquerda, Relvas, Couto dos Santos à direita de Cavaco e a seguir Marcelo



quarta-feira, novembro 07, 2012

Dedução


Dedução

E Deus fez a mulher...
Houve harmonia no paraíso.

O diabo vendo isso resolveu complicar...

Deus deu à mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressequidas.

Deus deu à mulher seios firmes e bonitos.
O diabo fê-los crescer e cair.

Deus deu à mulher um corpo esbelto e provocante.
O diabo inventou a celulite e as estrias.

Deus deu à mulher músculos perfeitos.
E o diabo cobriu-os com lipogliceridos.

Deus deu à mulher uma voz suave, doce e melodiosa.
O diabo fê-la falar demais.

Deus deu à mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.

Então Deus deu à mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.

Deus fez a mulher ficar maravilhosa aos 30, vibrante e gostosa aos 45.
O diabo deu de presente a menopausa aos 50...

Só pode haver uma explicação para tudo isso:

O cabrão do diabo só pode ser GAY !!!




segunda-feira, novembro 05, 2012

O anti-poeta ou poeta menor

E sabermos que este pobre escrevinhador recebeu um dos maiores prémios portugueses por uma tradução, dá pena!
"Isto é mesmo uma choldra!", diria Dom Carlos I, rei de Portugal.

Um bom artigo de Nicolau Santos

quarta-feira, outubro 24, 2012

Não mudou mesmo nada!


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, 1896.

sexta-feira, setembro 14, 2012

Um texto engraçado, real e adaptado ao tempo que vivemos

Quarta-feira, 1 2 .09.1 2


"Vão-se foder"

Descobri este texto de uma portuguesa de 32 anos, uma cidadã que diz o que sente e pensa a partir da sexta-feira passada. É um texto impressionante, que vivamente recomendo. Leiam, por favor, até ao fim.

"Vão-se foder.

Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasmese, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra. Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi.
Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno
conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmentecom a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas?
Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é?
No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais umou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um
proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no
coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder"

tags: crise, economia, política

Domingos Amaral às 19:06
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sexta-feira, agosto 24, 2012

terça-feira, maio 22, 2012

O "GEURO" e, já agora, o "PEURO"

O Deutshe Bank propõe que a Grécia adote o "GEURO" enquanto a crise não se define, de modo a poder mais tarde voltar ao EURO.
Dentro do mesmo raciocínio Portugal poderá adotar o "PEURO", para poder fazer a sua engenharia financeira e depois voltar ao EURO, já fortalecido e com pernas para andar.
Enfim, estes economistas são uns engenhocas e brincam com o pagode. E tudo isto porque a UE é um gigante com pés de barro, criado de cima para baixo: Quem perguntou às populações se queriam aderir à CEE, como seria lógico que tivesse acontecido? E depois ao EURO, novamente a construção de cima para baixo. Não houve esclarecimento nem debate sobre o assunto.
Espíritos iluminados decidiram e aí vai o rebanho. Agora tem o resultado!

sexta-feira, maio 18, 2012

EÇA e a CRISE

1872 2011


1872 Portugal e a Grécia 2011

!!! … 139 anos depois … !!!

Eça de Queirós escreveu em 1872

"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"

(in As Farpas)

1872 … !!! Verdadeiramente impressionante !!! …2011

1/5

Eça de Queirós sempre actual “Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição” “Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.” Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora” (1867)

2/5

Política de acaso, política de compadrio, política de expediente

3/5

Portugal e a crise “Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.” Eça de Queirós, in “Correspondência” (1891)

4/5

“ … somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados … “ “Diz-se geralmente que, em Portugal, o público tem ideia de que o Governo deve fazer tudo, pensar em tudo, iniciar tudo: tira-se daqui a conclusão que somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independência. A nossa pobreza relativa é atribuída a este hábito político e social de depender para tudo do Governo, e de volver constantemente as mãos e os olhos para ele como para uma Providência sempre presente.” In “Citações e Pensamentos” de Eça de Queirós».

José Maria de Eça de Queirós

Povoa de Varzim - 25 de Novembro de 1845

Paris - 16 de Agosto de 1900

Setembro – 2011 5/5

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Antúrios





Planta perene, semi-herbácea, com 0,30 a 1,0m de altura, originária da América do Sul.

Suas folhagens são muito ornamentais, com folhas grandes e verdes. As inflorescências são espigas, protegidas por folhas modificadas (espata) de cores diversas (vermelha, rosa ou branca)
A flor do antúrio, na verdade, é bem pequena, alcançando o tamanho da cabeça de um alfinete. A parte colorida e exótica, que normalmente achamos que é a flor, na verdade é uma inflorescência, ou seja, o conjunto formado pela espádice – espiga onde brotam as minúsculas flores – e espata do antúrio – a bráctea colorida, ou a folha modificada. As verdadeiras flores do antúrio são os pontinhos amarelos que brotam na espiga.
Esta peculiaridade é um artifício da natureza: quando as flores são pouco significativas, a natureza produz folhas modificadas ou brácteas coloridas para atrair insetos e outros agentes polinizadores. Isso também ocorre com as flores do bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima) e da primavera (Bougainvillea spectabilis), por exemplo.

Mas o antúrio não impressiona apenas pela beleza da inflorescência. Suas folhas em formato de coração (codiformes), que variam de tamanho dependendo da espécie, são extremamente exóticas. Em algumas espécies, podem ser até mais atraentes que as inflorescências, bons exemplos disso são o Anthurium crystallium e o Anthurium magnificum que apresentam as nervuras em tons contrastantes, resultando em verdadeiros desenhos nas folhas.

Pertencente à família das Aráceas – que reúne cerca de 600 espécies, todas originárias da América Tropical – o antúrio é uma das espécies mais famosas da família. Suas espatas podem apresentar cores que vão do mais puro branco até o vermelho intenso, incluindo vários tons de rosa, salmão, verde e até marrom.


Algumas espécies são bem populares no Brasil, como o Anthurium andreanum – chamado de “paleta-de-pintor” e o Anthurium scherzeranum, conhecido como “flor-de-flamingo”, por apresentar a espádice recurvada, lembrando a forma do flamingo.

Cultivo: -Quem deseja cultivar antúrios, pode ficar tranqüilo: é uma planta de fácil cultivo, que não dá trabalho e nem requer muitos cuidados. O primeiro passo é escolher um local sombreado para a planta, pois o excesso de sol é prejudicial ao antúrio. Procure deixar a planta à meia-sombra, isto é em locais com boa luminosidade, mas sem que receba os raios solares diretamente.


O antúrio é uma planta tropical muito tradicional do paisagismo brasileiro. Seu significado está relacionado ao luxo, à autoridade e à exuberância. Imponente, essa bela flor é capaz de se adaptar aos mais diferentes ambientes e, quando bem-cuidada, pode florir no ano todo.
Além de fazer sucesso em arranjos de mesa e decorações de eventos, o antúrio pode ser plantado no solo, em canteiros ou vasos, e são ótimas pedidas para incrementar a sala, o terraço ou o jardim. Os cuidados com a planta são simples, mas o resultado é de encher os olhos.

A flor do antúrio não é exatamente o que costumamos considerar. Na verdade, a flor desta planta é bem pequena, são apenas aquelas bolinhas ou pontos amarelados que nascem na espádice, aquela espiga central. A parte colorida, que costumamos chamar de flor, é uma inflorescência, ou seja, o conjunto formado pela espádice, ou espiga, e a espata, folhas modificadas pela própria natureza para atrair insetos e outros agentes polinizadores.
As cores dessas inflorescências vão do branco ao vermelho, incluindo o rosa, o salmão, o verde e o marrom. As folhas do antúrio também chamam muita atenção. As folhas costumam ser grandes e largas, e o formato lembra um coração. Além da enorme diversidade de cores, é possível encontrar inúmeros tipos de antúrio. Uma das principais diferenças é o tamanho. No mercado, tanto podemos encontrar esse tipo de planta com 20 cm de altura, quanto outras que atingem 1,5 m.
Beleza e durabilidade: -A exuberância do antúrio costuma ser bastante explorada nos arranjos florais e nas decorações de eventos. Mas este não é o único motivo. A flor tem grande durabilidade. Quando bem-cuidado, um arranjo de antúrio verde, por exemplo, pode continuar praticamente intacto após 20 dias.

A beleza dessa flor é bastante utilizada nos enfeites exóticos e nas por se tratar de uma planta de meia-luz, o antúrio precisa ser plantado, preferencialmente, em um local de boa luminosidade, mas sem luz direta do sol. Caso o plantio seja em vaso, vale deixar perto da janela. Pouca luz do sol pela manhã, ou no fim da tarde, é desejável.


Solo: quando plantar ou replantar, a mistura ideal é a seguinte: uma parte de terra comum de jardim, outra parte de terra vegetal, e duas partes de composto orgânico. O ideal é transplantar a planta anualmente, para retirar o excesso de minerais que não foram absorvidos. Priorize os vasos de barro.
Água: - o antúrio gosta de umidade.Regue com abundância uma vez por semana. No caso dos vasos, evite deixar água no prato. Isso faz com que as raízes fiquem encharcadas e apodreçam. Quando possível, coloque o vaso na chuva. Nos dias mais quentes, borrife água nas folhas com o auxílio de um pulverizador para manter o brilho.


Toda a planta é tóxica e seu princípio ativo é o Oxalato de cálcio.

Sintomalogia: -A mastigação da sua folha provoca irritação e edema nas mucosas da boca, faringe e laringe. Nos casos mais graves, pode causar náuseas e vômitos, sensação de queimação, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Tratamento: O tratamento inicial dos sintomas é feito com a ingestão de leite e água e medicação sintomática.

sábado, setembro 24, 2011

De O Jumento, com a devida vénia



Jumento do dia



Cavaco Silva



Parece que Cavaco tem azar com as vacas e com os Açores, depois da última reflexão sobre a ordena das vacas fez agora rir o país à gargalhada com o seu ar embevecido a falar do sorriso das vacas olhando para o prado verdejante. Quanto à sua ida aos Açores a coisa não é melhor, da última vez que lá foi faleceu José Saramago e fez a figura que toda a gente sabe e desta vez pouco mais ficou do que o sorriso das vacas e mais a declaração do costume, que ninguém está imune aos sacrifícios.

Que ninguém está imune aos sacrifícios todos sabemos que é uma mentira já gasta, o que não se entende é que em tempos de crise o Presidente da República faça viagens para falar do sorriso das vacas e se faça acompanhar de uma autêntica corte, onde nem falta um mordomo. Além de não ser tempo para estas mordomias medievais próprias de um monarca dos tempos do ouro do Brasil, a figura triste que o Estado faz com um presidente a viajar com a sua corte para fazer reflexões sobre o estado psicológicos das vacas e um primeiro-ministro a viajar em classe económica para Nova Iorque.

Por favor, não gozem com este pobre país.

«Cavaco Silva está em visita oficial aos Açores desde terça-feira e, além da sua mulher, acompanham o Presidente da República mais 30 pessoas, ao longo de cinco dias.

Da lista oficial a que o PÚBLICO teve acesso, constam o chefe da casa civil do Presidente, Nunes Liberato, também acompanhado pela mulher, quatro assessores, dois consultores, um para os assuntos políticos e outro para a comunicação social, e cerca de uma dúzia de elementos do corpo de segurança, entre eles dois sargentos, um tenente-coronel, um subintendente e cinco agentes principais. Mas da comitiva do Presidente fazem parte também dois fotógrafos oficiais, um médico pessoal, uma enfermeira, dois bagageiros e até um mordomo.

Na chegada ao arquipélago açoriano, questionado sobre o buraco orçamental das contas madeirenses, Cavaco foi parco em palavras, mas reiterou o que já afirmou várias vezes: "Ninguém está imune aos sacrifícios." O Presidente e a sua comitiva têm agendado para amanhã o regresso a Lisboa.» [Público via CC]

sexta-feira, setembro 16, 2011

Humilhação

A humilhação




Ouvir uma ministra do governo francês dizer que vais mandar uns técnicos à Grécia para ajudar este país a ter uma administração fiscal (ou o que quer que seja) digna desse nome deveria encher de vergonha não só qualquer grego como qualquer europeu. Da mesma forma, ver alguns países europeus com museus cheios de peças pilhadas na Grécia exigir garantias financeiras a este país na hora em que atravessa uma grave crise deveria motivar-nos indignação.




Parece que alguns países do norte da Europa, entre os quais alguns novos-ricos como a Finlândia, exigem ao sul da Europa é a humilhação, os velhos bárbaros invadem-nos agora com um euro traiçoeiro que nos obriga a ajoelhar-nos perante as suas condições.



É cada vez mais evidente que a Europa está sem líderes à altura e muitos países são governados por uma nova geração de políticos sem qualquer visão histórica e que condicionam o processo de integração europeia a meras sondagens eleitorais. Com o argumento do respeito pela vontade dos seus eleitores ou do dinheiro dos seus contribuintes estão condicionando as soluções às motivações mais egoístas, aos sentimentos mais retrógrados das suas maiorias eleitorais ignorantes.



Sem uma liderança europeia à altura das circunstâncias, de que o Durão Barros é o exemplo mais patético, resta-nos o sentido da dignidade enquanto Nação, mas se isso implica fazer sacrifícios colectivos em nome do país implica um modelo de governação diferente, capaz de mobilizar a maioria dos portugueses e que tenha por base um contrato social que assegure não só uma repartição dos sacrifícios por todos os portugueses, como uma distribuição equitativa dos resultados.



Infelizmente não da disto está sucedendo, as elites empresariais estão aproveitando a crise para conseguir o modelo de relações laborais do tempo em que tinham uma polícia política para assegurar a submissão dos trabalhadores, alguns dos que mais lições de moral dão ao país empanturram os tribunais com recursos para adiarem o pagamento de impostos e como se isso não bastasse ainda instalam as suas holdings noutros países onde pagam menos impostos, a autonomia permitiu que uma região pratique um autêntico proxenetismo financeiro.



Por onde andam os bem pensantes que em tempos promoveram um manifesto defendendo um governo de unidade? Conquistada a maioria absoluta remeteram-se ao silêncio e agora concluíram que tal á não é necessário e que os problemas se resolvem com bordoada. Um deles até já defende uma constituição por referendo, se calhar até já tem uns livrecos preparados para serem publicitados nos altifalantes do Pingo Doce, como sucedeu durante as legislativas quando os velhinhos que iam às compras ouviam todos os dias um empregado do Soares dos Santos perguntar-lhes se sabiam se iriam ter pensão de reforma ao mesmo tempo que lhes sugeria a compra de um borda d’agua da sua fundação.



O país está transformado numa serva onde a regra é o salve-se quem puder, uns pagam mais impostos e recebem menos salários, outros aguardam ansiosos pela redução da TSU e já fazem contas a quanto vão ganhar com as águas privatizadas ao preço da uva mijona. A troco do enriquecimento fácil proporcionado pela crise financeira está a perder-se o sentido da vergonha, troca-se a soberania por uma redução da TSU ou por um lote de acções da GALP, troa-se o sentido de Nação por uma conta numa qualquer off-shore.



Deveríamos ter vergonha enquanto portugueses, somos cobardes como nunca fomos, somos subservientes como nunca sucedeu na nossa história, somos demasiado pequeninos para sermos dignos do povo que fomos.


terça-feira, julho 12, 2011

Diria Claro como água



Raciocínio simples


Se hoje um ataque às agências de rating é uma forma de defender o interesse nacional, os que no passado as defenderam e apaparicaram prejudicando o país traíram a sua pátria. Muitos dos que hoje se armam em grandes defensores do interesse nacional não passam de traidores oportunistas.

Comentário interessante a uma entrevista medíocre

Terça-feira, Julho 12, 2011



Pobre Europa




Assistir a uma entrevista dada por Durão Barroso a uma televisão é um exercício deprimente e ajuda a reconhecer as verdadeiras causas e a real dimensão da crise europeia. O líder da Comissão Europeia fala de economia com linguagem de cavador (como uma vez Sousa Franco disse de Jorge Coelho), tem um discurso sem dimensão intelectual e cheio de banalidades, revela-se um político pequeno e mesquinho ao falar de assuntos domésticos ignorando a sua posição e tratando o país como um galinheiro.




Quando um líder da Comissão ignora o desmoronamento da zona euro e concentra a sua atenção na austeridade num dos mais pequenos países da Europa percebemos que o mal não está nas agências de rating como os oportunistas tentam agora fazer crer. O problema está na vulnerabilidade de uma Europa sem líderes à altura que perante as consequências da sua inércia reagem à Cavaco Silva, depois de terem imposto programas de austeridade a três países descobrem que o mal é de as agências de rating serem americanas, disfarçam a incompetência com nacionalismos, um velho truque usado por políticos sem estatura.



É fácil dizer agora que a nacionalização do BPN foi um erro posição que até deverá estar certa, mas quando a fraude conduzida pelo núcleo do cavaquismo conduziu o banco à falência ninguém, além do PCP e do BE questionou tal decisão. Foi benéfica para os banqueiros que mais tarde se juntaram para recusar crédito ao Estado, foi uma bênção para os cavaquistas da SLN que assim transferiram para os contribuintes os prejuízos provocados pelas suas tropelias e foi do agrado de uma Europa que apelava ao investimento público para delimitar os prejuízos da crise do sub prime e até levantou o limite aos défices estabelecido na zona euro.



É a falta de visão de dirigentes europeus, mais preocupados com o seu cargo e em manter as mordomias que conquistaram, que está a conduzir a Europa à maior crise da história da União Europeia. Gente pequena que não hesitou em empobrecer os cidadãos de três ou quatro países que vergonhosamente chamam periféricos, que para não questionarem os grandes interesses europeus destruíram décadas de esforços para aumentar a coesão social.



Durão Barroso não foi grande coisa enquanto militante do MRPP, da sua passagem como secretário de Estado só ficou para a história uma manta da TAP, foi um primeiro-ministro incompetente e que acabou a esconder o défice com vendas de património e de dívidas fiscais à banca e como presidente da Comissão Europeia não passa de um dano colateral da invasão do Iraque, operação militar que apoiou com base em factos que sabia ou tinha fortes razões para pensar que eram mentira e graças à qual conseguiu apoios para ultrapassar António Vitorino e ficar com o cargo de presidente da Comissão Europeia.

sexta-feira, junho 03, 2011

O voto contra a ameaça













































03-06-2011 11:38 - O voto contra a ameaça



Está criada a percepção de que o próximo Governo vai ser o capataz da troika. Essa percepção é correcta. O programa de contrapartidas é tão exigente e até irrealista nos prazos que "governar" será eufemismo para "cumprir", e "implementar" será uma forma elegante de dizer "combater" - combater a resistência passiva e activa de todos aqueles que perdem direitos ou o conforto da previsibilidade. Mas esta percepção não pode gerar outra, a de que votar é irrelevante, inconsequente, inútil. Não é. E não apenas porque há que escolher aquele que, mandando, vai obedecer.

Estas eleições nunca deviam ter existido porque a instabilidade política foi o prego que rompeu a última bóia que nos sustinha. Essa sangria final aconteceu em Março, com o chumbo do PEC 4. Mas a ferida foi aberta antes: em 2009, com a constituição de um Governo minoritário. A responsabilidade maior por este fracasso que é ter a quinta eleição em dois anos não é dos que gritam todos os dias nas televisões: é de quem ficou calado; é do Presidente da República, que não tentou ou falhou que o Governo de 2009 fosse de coligação. Se o exige agora, é porque pode. Se o não exigiu então, foi porque não quis.

Cavaco Silva dará agora posse a um Governo com maioria absoluta, provavelmente de coligação. Fá-lo porque a troika manda. E porque os mercados exigem. Ainda ontem, as agências avisaram que cortam o "rating" a Portugal se não houver maioria absoluta no Parlamento. A três dias das eleições. Um aviso? Não: uma ameaça. Um condicionamento. A prova de que a democracia está vergada aos mercados financeiros. É-lhes temente. Está a desgraçar-se.

Por isso é preciso votar. A condição de eleitor é maior que a de credor. Para fazer parte da decisão colectiva. Para dar força ao próximo Parlamento. Para que os partidos estejam não só legitimados mas, sobretudo, comprometidos. Com o que têm de fazer. Com o que não podem repetir.

Portugal é um dos cacos de uma Europa partida. Nessa Europa, lideranças fracas passeiam a sua majestosa insegurança pelos corredores de instituições desavindas. Há dois cenários no euro para resolver a "questão". O primeiro é purificar o euro, o que levaria à exclusão da Grécia e de Portugal. É um cenário improvável - mas os políticos que o defendem estão a ganhar votos nos seus países. O segundo cenário é o de uma maior união política, que leva ao federalismo, em que os ricos são fortes e os pobres são fracos, num empobrecimento subsidiado.

Entre o cenário da desagregação e o da agregação, Portugal luta contra a sua própria segregação. Vamos eleger quem cremos que pode cumprir melhor o plano da troika, que é inevitável e necessário. Vai ter sucesso? Dificilmente. Mas é a estrada de sentido único. Se saltamos dela, outros a ocuparão. Quando, ontem, Trichet falou em Ministério das Finanças Europeu, pensa que falava de quê? De fazer dos nossos ministérios as suas direcções-gerais. Se isso vier a ser necessário (na Grécia já é a troika que despacha as privatizações), é porque desistiram de nós; é porque falhámos.

Não devíamos ter tido em 2009 um Governo que caísse em 2011. Mas estas estúpidas eleições são importantes. Em Portugal não se governará contra a troika, mas com ela. É a única forma de manter uma voz nesta algazarra em que se tornou a Europa.

É a democracia que está em causa, com pá ou sem pá. Votemos neles, votamos por nós.

psg@negocios.pt

Jornal de Negócios - Pedro Santos Guerreiro

domingo, maio 22, 2011

ENORG - 2011

O ENORG* - 2011 ocorreu em 21 de Maio na região de Palmela





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*Encontro Nacional dos Oficiais Reformados da Guarda

sábado, fevereiro 19, 2011

Cantares Alentejanos

Apreciem a beleza do Cante Alentejano, sobretudo o nº 44 - " Lá vai uma embarcação"

http://cantaresalentejanos.com.sapo.pt/index.html

terça-feira, fevereiro 08, 2011

domingo, janeiro 16, 2011

segunda-feira, outubro 18, 2010

A Raça do Alentejano



A RAÇA DO ALENTEJANO



Como é um alentejano?
É, assim, a modos que atravessado.
Nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho....
E também não é bem judeu, nem bem cigano.
Como é que hei-de explicar?
É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão.

Dos amarelos
, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie";
dos pretos
, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida;
dos judeus
, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas; dos árabes, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos; dos ciganos, a esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós; dos brancos, o olhar intelectual de carneiro mal morto; e dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.

O alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada.

Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças.
Não é fácil fazer um alentejano.
Por isso, há tão poucos.

É certo que os judeus são o povo eleito de Deus.
Mas os alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus:
nunca foram eleitos por ninguém, o que é o melhor certificado da sua qualidade.

Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa?
Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando afirma que
«as qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar».

E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano?

Era um descanso
...

sexta-feira, outubro 08, 2010

domingo, outubro 03, 2010

Música nos pés!!!

Apanhado


Um dia destes ainda vamos ver um juiz a condenar alguém que foi apanhado a conduzir um carro com excesso de álcool (no estômago e não no porta-bagagens) ser condenado a inibição de carroças de burro durante três meses. Bem, o homem está com sorte, pode continuar a conduzir a carroça ou a andar de bicicleta sem motor bem bebido.


Infelizmente fiquei sem saber se a pena foi agravada porque a carroça era puxada por uma burra e não por um burro, o jornalista teve o cuidado de averiguar as "partes" do animal mas nada disse da relação entre aquelas e a pena. Uma curiosidade, a burra chama-se "Boneca".


Bem, como diria o Scolari, "e o burro sou eu?!".


Nota: Captura efectuada em "O Jumento", com a devida vénia.

quinta-feira, setembro 23, 2010

A minha próxima vida - Woody Allen


> Na minha próxima vida, quero viver de trás pra frente.

Começar morto, para despachar logo o assunto.

Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.

Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a
trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.

Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.

E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades.

Aí torno-me um bebé inocente até nascer.

Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilá!" - Desapareço num orgasmo."



Anedota, com um bêbedo muito observador...

Um grupo de anões resolve jogar futebol no domingo e alugam um campo.
Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário.
Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar a
casa de banho para trocar de roupa.
O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles.
Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho.
Um bêbado, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa azul.
Estranha, mas continua a beber.
Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz :
- Eu não me quero meter ... mas os teus matraquilhos estão a dar à sola !...



quinta-feira, setembro 16, 2010

Imaginação Nipónica

Os direitos dos fumadores são totalmente respeitados mesmo em ambiente fechado.

Judeu falando com Deus

Muro das Lamentações

Judeu: Deus?
Deus:
Sim?
Judeu: Posso fazer uma
pergunta?
Deus:
Claro!
Judeu:
O que é um milhão de anos para você?
Deus:
Um segundo.
Judeu:
E um milhão de dólares?
Deus:
Um cêntimo.
Judeu:
Deus, você pode me dar um cêntimo?
Deus: Posso! Espere um segundo.

terça-feira, agosto 24, 2010

Primeiro dia de aulas

Tem humor e é actual!


e o que me parece é que não é humor, é previsão muito realista.... e não vai ser só em Portugal,não!....

Dentro de poucos anos, o primeiro dia de aulas em Portugal.

A professora, faz a chamada:


"Mustafá El-Ekhseri?????.??? Presente!
?Obamba Moluni??????...?..... Presente!
"Achmed El-Cabul"????.?.??. Presente!
"Evo Menchú"???????..?.?.. Presente!
"Yao Ming Chao"????????... Presente!
"Al Ber Tomar Tinsdi-As"???........ Ninguém responde

"Al Ber Tomar Tinsdi-As", volta a repetir a professora algo chateada ........... Ninguém responde


"Pela última vez: Al Ber Tomar Tinsdi-As",diz a professora bastante exaltada.

De repente levanta-se um miúdo e diz: "Devo ser eu professora, mas pronuncia-se: Alberto Martins Dias"


Saiu no Financial Times (maior jornal sobre economia do mundo).

Uma moça escreveu um email para o jornal pedindo dicas sobre "como
arrumar um marido rico".
Contudo, mais inacreditável que o "pedido" da moça, foi a disposição
de um rapaz que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito
bem fundamentada. Sensacional!!

E-mail da MOÇA:

"Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem
articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que
ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que
ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém
que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não
consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em
Central Park West.
Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro
e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é
inteligente.
Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correta? Como
eu chego ao nível dela? (Raphaella S.)"


Resposta do editor do jornal:

"Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu
caso e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou
tomando o seu tempo a toa...
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: Visto da perspectiva
de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que
você oferece é simplesmente um péssimo negócio.
Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma
negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas : Você entra com
sua beleza física e eu entro com o dinheiro.

Mas tem um problema.
Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia
acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará
aumentando.
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu
sou um ativo rendendo dividendos. E você não somente sofre
depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre
aumenta!
Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos
próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no
futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou
um caco.
Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas
não de ser comprada.
Usando o linguajar de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la
como 'trading position' (posição para comercializar) e não como 'buy
and hold' (compre e retenha), que é para o quê você se oferece...
Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um 'buy and hold')
com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim!
Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar.
Cogitar...Mas, já cogitando, e para certificar-me do quão 'articulada,
com classe e maravilhosamente linda' seja você, eu, na condição de
provável futuro locatário dessa 'máquina', quero tão somente o que é
de praxe: fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio...podemos
marcar?"

(Philip Stephens, associate editor of the Financial Times - USA)"


OBS.: Não é a toa que o cara ganha mais de US$ 500.000 por ano !



terça-feira, julho 20, 2010

O GOLF CHEGOU AO ALENTEJO !!!







Três Alentejanos reunidos tentam encontrar uma nova maneira de passar o tempo.

Diz um:
- Oh compadris, já chega de sueca e dominó. Tou farto disto!!
Diz outro:
- Atão e se fossemos jogar golfi ?
Pergunta o primeiro:
- Atão, oh! compadri, com'é quisso se joga ?
- É c'um pau, umas bolas e um buraco.
Responde o outro :

- Atão tá beim ; ê cá dou o pau.
Diz o segundo:
- Prontos ê cá dou as bolas.
Responde o terceiro :
- Cumpadres, ê cá nã jogo.










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PARA





























O Idiota

E não é alentejano, este! (Quem sabe?)
________________________________>
> Na minha aldeia, bem lá nas faldas da serra, um grupo de pessoas
> divertiam-se com o idiota lá da aldeia.
> Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
> Diariamente eles chamavam-lhe "o idiota" na taberna onde se reuniam e
> lhe ofereciam a escolha entre duas moedas: uma grande de 5 REIS e
> outra menor, de 25 REIS.
> Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos
> para todos.
> Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda
> não havia percebido que a moeda maior valia menos.
> 'Eu sei' - respondeu o tolo - 'Ela vale cinco vezes menos, mas no dia
> em que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e nunca mais irei
> ganhar a minha moeda'.
>
> ***
> Podem tirar-se varias conclusões dessa pequena narrativa.
>
> A primeira:
> Quem parece idiota, nem sempre é.
>
> A segunda:
> Quem eram os verdadeiros idiotas da historia?
>
> A terceira:
> Se for ganancioso, acaba por estragar a sua fonte de rendimento.
>
> A quarta e mais interessante é:
> A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm
> uma boa opinião a nosso respeito.
> Portanto, o que importa nao é o que pensam de nos, mas sim, quem
> realmente somos.
>
> Moral da Historia...
> ' O maior prazer de uma pessoa inteligente é fazer-se de idiota,
> diante de um idiota que julga ser inteligente'.



Nota: Enviado pelo Matita da Inguias. Obrigado!
>

domingo, julho 11, 2010

Para quem gosta de voar


GOSTAM DE VOAR ? VEJAM ESTE VIDEO. AUMENTEM O VOLUME PARA MAIS IMPACTO.


http://www.tubewatcher.tv/182


Ponham o ecran em full screen e liguem o som.
Depois da partida dos Alpes dirigir-se-ão para Oeste indo sobrevoar a baixa altitude o Vale do Loire passando mesmo por cima do Castelo de Chenonceau (sobre o Rio Cher) e logo de seguida à vertical dos telhados do Castelo de Chambord.

Caminhando para a Bretanha, ao Norte, vão ver o Mont-Saint-Michel e mais adiante, já na costa atlântica francesa de Albâtre, brancas formações rochosas na região das Falésias de Étretat, com o arco da falésia de Aval, e, pouco depois, sempre em direcção a Leste, praias do desembarque na Normandia e o memorial do cemitério americano da II GG, em Colleville-sur-Mer.

Finalmente, estarão muito próximo do litoral Sul mediterrânico e dos Pirenéus orientais sobrevoando no País dos Cataros, não longe de Carcassonne, as ruínas do Castelo-fortaleza de Peyrepertuse.

Quase no término do passeio, próximo de Nimes, serão surpreendidos pelo magnífico aqueduto romano conhecido como ponte sobre o rio Gard. Gard que é um dos afluentes do Ródano. O lago de Genebra ou Léman, é nem mais nem menos que um lago de passagem do Rodáno, o qual antes de atingir o mar banha duas cidades: Lyon e Avignon.

Espero que apreciem este vídeo – em alta definição – tanto como eu me deliciei ao vê-lo. Se a sua velocidade Internet for baixa, o vídeo pode sofrer pequenas paradas, mas, ainda assim, vale a pena ter alguma paciência...

Nota: Esta belezura foi-me enviada pelo meu Amigo Chartier Martins.

Obrigado!